sábado, 30 de maio de 2009

CHE

CHE (CHE The Argentine, 2008)


> Ficha Técnica:
Título Original: CHE The Argentine
Gênero: Drama
Duração: 126 min
Origem: EUA - França - Espanha
Estréia - EUA: 12 de Dezembro de 2008
Estréia - Brasil: 27 de Março de 2009
Estúdio: Europa Filmes
Direção: Steven Soderbergh
Roteiro: Peter Buchman
Produção: Benicio Del Toro, Laura Bickford

> Elenco:
Benicio Del Toro (Ernesto Che Guevara)
Demián Bichir (Fidel Castro)
Rodrigo Santoro (Raúl Castro)
Oscar Isaac (Intérprete)
Julia Ormond (Lisa Howard)
Maria Isabel Diaz (María Antonia)
Pablo Guevara (Dinner Guest #1)
Franklin Díaz (Dinner Guest #2)
Armando Suárez Cobián (Dinner Guest #3)
Ramon Fernandez (Héctor)
Yul Vazquez (Alejandro Ramírez)
Jsu Garcia (Jorge Sotús)

> Sinopse:
Em julho de 1955, no México, o jovem médico Ernesto Che Guevara é apresentado por Raul Castro ao irmão deste, Fidel. Conhecido como ´O Argentino´, ele se dispõe a ajudar o advogado cubano a voltar à sua terra e tomar o poder do ditador Fulgêncio Batista, que havia dado um golpe de Estado anos antes. Os três, junto a outros revolucionários, aproveitam aquela noite para começar a tramar a retomada de Cuba. Com pouco dinheiro, oitenta guerrilheiros comandados por Fidel Castro conseguem entrar na ilha por um barco. Aos poucos eles vão convencendo mais homens a se juntar ao grupo, tendo como objetivo inicial a tomada de Sierra Maestra, local que se torna a base dos rebeldes na luta pela libertação. Com grupos comandados por Fidel, Raul, Che e Camilo Cienfuegos, entre outros, eles vão se dividindo e conquistando cada vez mais adeptos à missão, até a chegada do momento em que enfrentarão os exércitos de Fulgêncio Batista. Anos depois, Guevara é conhecido no mundo todo como um líder revolucionário. Tachado por uns como herói e por outros como um assassino, Che discursa na sede da ONU, em Nova Iorque, para líderes de países de todo o mundo. Seu sucesso na Revolução Cubana faz com que suas palavras sejam ao mesmo tempo respeitadas por todos, mas consideradas perigosas por incitar novas lutas armadas. Durante uma entrevista a uma repórter americana, Guevara relembra momentos da revolta. O projeto de Steven Soderbergh para contar a vida do revolucionário argentino foi dividido em duas partes, "Che" e "Che - A Guerrilha".

> Trailer (com legenda em inglês):
video

> Crítica:
Primeira parte do épico sobre as guerrilhas de Che Guevara, centrado na batalha de 1956 contra o ditador de Cuba, Fulgêncio Batista.

Ernesto Guevara de la Serna, apelidado de ‘Che’, era um médico argentino, um revolucionário da causa cubana contra o imperialismo, um líder, um defensor dos movimentos anti-colonialistas africanos, um ícone. Para uns foi um herói, para outros um assassino. Pelo meio, havia apenas um homem. É nisso que Steven Soderbergh está interessado, mais ainda, no homem como elemento definidor da História.

Sem perder tempo na vida pessoal de Guevara, ou o destacar do seu contexto, a câmara de Soderbergh prefere planos de grupo, limitando ao mínimo a subjetividade e os grandes planos. Sem nos dizer o que pensar ou sentir, Soderbergh não procura definir Guevara, nem como um santo da revolução nem como um carrasco sem misericórdia. Apresenta-nos antes um homem que é o resultado das suas escolhas e dos seus atos.

Em uma parte do filme, Che condena a morte arruaceiros do grupo que estuprarão e roubaram em uma pequena vila, por atitudes como essa é que ele é erroneamente criticado, já no lado do E.U.A. os soldados muitas vezes são incentivados a barbarizar, estuprar, etc. os povos do local onde estão. Vale lembrar os 3 milhões de mortos no Vietnã e os 1 milhão de mortos, até agora, no Iraque. Quem é o verdadeiro vilão aqui?

Uma grande qualidade de Che, era como ele incentivava os guerrilheiros a estudar, e os que eram analfabetos eram incentivados a aprender a ler e a escrever, na escola improvisada. Pois Che dizia que “uma pessoa sem estudo é facilmente enganada”. Sabias palavras!

CHE é irrepreensivelmente filmado em alta definição, um fantástico filme bibliográfico e histórico.

3 comentários:

melkor disse...

VIVA LA REVOLUCION!!!

Todos tem de ver esse filme para entender que tipo de papel os EUA tiveram, tem e continurão a ter na america latina até o fim.

Eles são uns cachorros imperialistas e ponto!

FOCK YOU EUA!

Eduardo Yagami disse...

LUUUU!!!!!! o/
Acho que não vou assistir, mas om certeza deve ser um ótimo filme, só pelo tema polêmico.
Obrigado pela ótima dica, pra variar, eheheh

o/

Saori/Lulu disse...

Agradeço aos dois pelo comentário! o/

@Melkor:
VIVA LA REVOLUCION!!! o/

Concordo com vc, Melkor!
O EUA denegriu a imagem de Cuba e tranca Cuba do mundo. A mídia mentirosa mostra Cuba como um país horrível, um inferno na terra. Só para as pessoas saberem a saúde de Cuba é mil vezes melhor que a saúde americana. Primeiro pq a saúde em Cuba é gratuita e qualquer pessoa no mundo pode ir lá se consultar. Já no “democrático” Estados Unidos, a saúde, como todos os serviços básicos para a população, são PAGOS! Cuba tem ótimas escolas, a população e incentivada a estudar, o analfabetismo é quase zero. Nas escolas americanas, o ensino é de péssima qualidade e o pior é a maneira como as matérias são passadas, deixando os americanos burros e bitolados!
De acordo com dados do IBJE, os índices de IDH, alimentação, expectativa de vida, entre outro de Cuba, são MUITO melhores de todos os países da América Latina, incluído o Brasil.


@Eduardo Yagami:
Quando for lançado em DVD, assista Edu! Pois esse filme mostra um lado de luta e muito suor dos cubanos ao poderem ser livres e não mais explorados.
Não concordo que o filme seja polêmico e sim, mostra uma realidade que a mídia esconde e transforma do jeitinho que ela quer, para que as pessoas só engulam e acreditem nisso. Tipo uma lavagem cerebral! O EUA não é um país maravilhoso como muitos pensam, se essas pessoas se questionassem e fossem procurar sobre o assunto e debate-lo, acredito que o mundo pode SIM mudar e não ser mais governado por um país que impõe um medo ridículo ao mundo!